“A Venezuela tornou-se o sonho de Pablo Escobar.” Entrevista ao “sicário financeiro” Russ Dallen

Podia ser o país mais rico do mundo, mas a miséria geral agrava-se de dia para dia. Russ Dallen, considerado pelo regime um “sicário financeiro”, receia que a situação piore ainda mais.

Edgar Caetano

A Venezuela podia ser o país mais rico do mundo — tem recursos naturais para isso —, mas a miséria nas ruas e nos serviços públicos agrava-se de dia para dia. Ainda assim, “não podemos garantir que a situação não irá agravar-se ainda mais”, receia Russ Dallen, um profundo conhecedor do país que tem uma firma de investimentos que opera em Caracas e Miami. O norte-americano é considerado pelo regime um “perigoso sicário” e “inimigo do povo venezuelano”, apesar de confessar que a coisa que mais lhe tira o sono é garantir que consegue acompanhar a inflação gigantesca nos salários dos seus colaboradores, para que eles “se aguentem” nestes tempos incrivelmente difíceis.

Em entrevista telefónica com o Observador, Russ Dallen, que comprou um jornal a que mudou o nome para Latin American Herald Tribune, lamenta que a Venezuela, outrora um país próspero, cheio de oportunidades e com um povo caloroso, hoje se tenha transformado no “sonho de Pablo Escobar”, pela mão de “pessoas muito más que sabem perfeitamente que no dia em que este regime terminar vão acabar na prisão ou pendurados na ponta de uma corda”.

Russ Dallen, que anda de blindado e segurança pessoal, sobretudo desde que foi alvo de uma violenta tentativa de sequestro, não desiste do país porque, entre outras razões, acredita que se um dia o regime for derrubado a Venezuela voltará a ser um El Dorado e existirá algo “semelhante à corrida ao ouro no início do século XIX, nos EUA”. O “perigoso sicário financeiro”, que já aconselhou a Casa Branca e testemunhou no Congresso norte-americano sobre o tema da Venezuela, lamenta, também, que nos EUA haja algum “pejo” entre os políticos em punir a Venezuela, porque isso poderia fazer subir o preço que os americanos pagam na bomba de gasolina.

Como é que é gerir uma empresa de investimentos num país como a Venezuela?
É deprimente. Não há capitalismo aqui — não há capitalismo saudável, quero eu dizer, porque existe algum capitalismo que se pode considerar selvagem. Mas não há muito investimento a entrar no país, sobretudo desde as expropriações, e as empresas locais não têm conseguido ter atividade suficiente para que possamos trabalhar com elas. Obviamente a vida não tem sido fácil, mas tenho uma empresa e vivo a minha vida sempre preocupado em garantir que não falta nada aos meus funcionários, que consigo pagar os ordenados e acompanhar o aumento do custo de vida de forma a que eles consigam aguentar-se — são funcionários que estão comigo há muitos, muitos anos.

Divide o seu tempo entre a Florida e Caracas. Porque é que continua na Venezuela?
Vim para cá em 2000. Casei com uma venezuelana, temos filhos e temos negócios nos quais continuamos a ter fé de que podem vir a correr bem, muito bem mesmo. A verdade é que a Venezuela é um país absolutamente maravilhoso, abençoado com todos os recursos naturais que se podem pedir — petróleo, ouro, minério de ferro, diamantes. Temos mais petróleo do que a Arábia Saudita e paisagens maravilhosas, uma cultura rica e gente naturalmente calorosa. E não existem dúvidas na minha cabeça de que no dia em que este país deixar a ditadura em que vive, dominado por gente muito má e perigosa, vai voltar a ser um paraíso na Terra. Para já, contudo, a Venezuela é mais um exemplo da situação em que pode cair um país — mesmo um que tem as maiores reservas de petróleo do mundo — quando é tomado pelo comunismo, ao estilo cubano — como se precisássemos de mais exemplos, depois das Coreias ou das Alemanhas…

Quem é Russ Dallen?
Norte-americano, formado em Oxford (Inglaterra), fez carreira na área financeira com um enfoque especial na América Latina. Comentador frequente na imprensa internacional, foi um dos primeiros a alertar, em 2013, para o colapso económico iminente (e a falar sobre a escassez de produtos essenciais, como papel higiénico). Conseguiu antecipar de forma certeira falhas de pagamento de dívida não só pelo Estado venezuelano mas, também, na Argentina, como reconheceu o Financial Times. Passa a maior parte do tempo em Caracas, onde gere a firma Caracas Capital Markets e é publisher do Latin American Herald Tribune, um jornal histórico que anteriormente se chamava Venezuela Daily Journal e que Dallen comprou em 2003, sendo um apaixonado pelo jornalismo desde a faculdade (ou, melhor, desde que trabalhou como paper boy, na distribuição de jornal com bicicleta, em Nova Orleães).

Falou sobre a queda do regime. Acredita que esse dia chegará? Ou, melhor, acredita que esse dia está próximo?
É difícil dizer porque, por um lado, se olharmos para o ciclo natural das coisas, há muito chegámos ao momento em que, historicamente, uma mudança de regime já teria acontecido ou estaria muito próxima de acontecer. Mas nem sempre isso acontece, e Cuba é um exemplo de um país onde isso não aconteceu nem parece estar prestes a acontecer, apesar de todas as dificuldades. Portanto, podemos ter esperança mas não podemos garantir que haverá mudança de regime na Venezuela tão cedo, porque quem está no poder são pessoas que não têm para onde ir. Sabem perfeitamente que no dia em que este regime terminar vão acabar na prisão ou pendurados na ponta de uma corda.

E, já agora, como é gerir um jornal num país como a Venezuela?
Também é muito difícil, obviamente o negócio dos jornais não é o melhor negócio que existe, em lado nenhum, mas num país onde falta eletricidade, comida e as coisas mais básicas, obviamente que a informação passa a ser vista como um luxo. Vimos recentemente o El Nacional acabar com a edição impressa e potencialmente acabar nas mãos de acólitos do regime — este era um dos principais críticos do chavismo. É mais um prego no caixão da democracia, que obviamente há muito deixou de existir na Venezuela.

Na sua página de Twitter, ostenta uma imagem de alguém que lhe chamou algo como “perigoso sicário financeiro”, um sanguinário inimigo do povo venezuelano…
Fiz alguns inimigos, é verdade, ao longo dos anos. Presenciei e soube de muitas coisas que não agradam ao regime. Testemunhei no Congresso dos EUA e colaborei, como conselheiro, com a Casa Branca sobre o tema da Venezuela. Ando com um [carro] blindado e com segurança pessoal, para todo o lado onde vou em Caracas, sobretudo depois de há uns anos ter sido alvo de uma tentativa de sequestro. Ia a entrar no meu carro, na baixa de Caracas, com o meu motorista, e houve uma emboscada em que um grupo de homens rodeou o carro e conseguiu partir o vidro traseiro do carro, apesar de ser um vidro à prova de bala, para me levar. Conseguimos escapar, felizmente, mas é daquelas situações em que a adrenalina dispara. Mais tarde, soube que o meu motorista tem um familiar que é da guarda civil. E esse polícia contou ao meu motorista que apanharam um dos responsáveis pela tentativa de sequestro. O homem explicou que lhe tinham pago para me apanhar — não sabia o que iam fazer comigo, por sinal não lhe foi dito qual era a intenção última, só sabia que seria pago por me apanhar e me levar.

Quanto? Soube?
O equivalente a qualquer coisa como 100 ou 200 dólares, na altura. As pessoas vivem em desespero, absoluto desespero, portanto não é surpreendente que muitas escolham o crime. Outras emigraram: ganha-se mais num dia a conduzir um Uber em Miami do que em vários meses a trabalhar em Caracas. Antigamente a Venezuela tinha uma vida noturna ótima, as pessoas iam para as ruas comer e cantar, hoje ninguém sai à rua à noite porque a qualquer momento podemos ser assaltados… ou pior. Há muita gente que se dedica ao crime e até alguns polícias chegam a casa, mudam de camisa e vão para a rua assaltar. Alguns nem sequer se dão ao trabalho de mudar de camisa: fazem assaltos mesmo com a farda policial. Transformámos este país num narco-Estado que corresponderá ao sonho de Pablo Escobar, com um sistema judicial completamente corrupto e sem qualquer réstia de democracia.

Russ Dallen ostenta, no cabeçalho da página no Twitter, o retrato que alguns fazem dele na Venezuela.

As receitas do narcotráfico estão a substituir a perda de receita com o petróleo?
Não estarão a substituir em termos fiscais, porque não é propriamente uma atividade taxável. Mas estão a financiar a corrupção e a rechear as contas em bancos suíços e offshores de muita gente aqui, gente com poder. É por isso que o regime continua a sobreviver, porque enquanto homens, mulheres e crianças morrem à fome nas ruas, há um conjunto alargado de pessoas na política e noutras áreas, como militares e juízes, que estão a beneficiar deste regime.

Vê com algum otimismo os desenvolvimentos recentes, como a eleição de uma Assembleia Nacional onde a oposição tem a maioria?
O poder na Venezuela sai do cano de uma arma. E a oposição não tem armas. Quem tem armas são os militares, e esses continuam a apoiar o regime de Maduro. Um derrube do regime pela via democrática, como aconteceu com Pinochet no Chile, em certa medida, é possível mas não parece muito provável nesta fase, porque não há democracia nem eleições sérias na Venezuela, como se viu nas eleições no ano passado. E o caso do juiz Christian Zerpa trouxe à luz do dia muitas coisas que, naturalmente, nós já sabemos que são assim mas que é bom ver serem faladas publicamente.

Está a referir-se ao juiz do Supremo Tribunal, antigo apoiante do regime, que desertou para os EUA.
Sim, ele contou como os juízes recebem ordens diretamente do regime de Maduro (e, antes de Hugo Chávez). E falou de como quem dá as ordens ao regime na Venezuela é o regime cubano, que envia os seus diplomatas para ditar as políticas que o regime venezuelano deve tomar.

E a influência russa? Que tipo de suporte a Maduro dá a Rússia, que ainda agora se soube que vai instalar uma base militar a 200 quilómetros de Caracas?
Não tanto quanto, por vezes, se pensa. A Rússia só se interessa pela Venezuela na medida em que ela lhe der dinheiro a ganhar. A Venezuela está muito longe da Rússia, geograficamente, e a Rússia aprendeu com a União Soviética que não vale a pena querer dominar em demasia algo que está muito longe. É verdade que a Rússia gosta de esfregar o dedo na cara do Ocidente mas a realidade, na minha opinião, é que o interesse da Rússia na Venezuela, mais do que político, é económico e está relacionado com o facto de a Venezuela ter ativos petrolíferos apetecíveis que neste momento é incapaz de aproveitar.

Não tem “know how”?
Dou-lhe este exemplo: todas as manhãs quando chego ao escritório tento perceber se o cargueiro Energy Triumph já saiu do porto [Jose Terminal]. Mas estão há várias semanas a tentar enchê-lo, para levar para a PetroMonagas, da russa Rosneft, carregado de petróleo [Morichal blend], e não conseguem. Simplesmente a petrolífera estatal, a PDVSA, não tem capacidade para produzir em quantidade suficiente porque está completamente falida e com enormes problemas de sub-investimento e problemas operacionais, sobretudo desde que o regime expulsou os trabalhadores experientes que trabalhavam neste setor e que foram substituídos por pessoas ligadas ao regime. E, também, desde que as multinacionais como a Exxon Mobil e a ConocoPhillips foram expropriadas sem qualquer compensação — só anos mais tarde após uma longa batalha judicial.

Por isso é que a empresa PDVSA está endividada.
Sim, e é uma empresa absolutamente central para a inversão que um dia possa existir na política venezuelana. Hoje a Venezuela está a produzir cerca de um terço do que produzia quando Chávez tomou o poder, pouco mais de um milhão de barris de petróleo por dia. Têm-se demonstrado incrivelmente incompetentes: produzem tanto hoje quanto produziam em 1947. A boa notícia é que os investidores internacionais veem a Venezuela como tendo um problema de liquidez e não de solvência. Ou seja, é clara a perceção de que se o regime mudasse seria relativamente fácil fazer um reboot na PDVSA e pagar todas as dívidas que o país tem e ainda sobrava muito para relançar o país.

É um otimista?
Sou um realista: temo que a Venezuela ainda não tenha tocado no fundo e que este novo ano seja ainda pior. Modero as expectativas, porque o regime está muito enraizado, mas não tenho dúvidas de que com o governo certo seria possível arrumar o caos que tomou conta do país. Costuma-se dizer que “quando há sangue nas ruas é porque chegou o momento de investir” — não tenho a certeza de que assim seja, neste caso, mas veremos. Há muito potencial na Venezuela porque, passe o exagero, anda-se com um guarda-chuva na mão, fura-se o chão e sai petróleo. Se o país desse a volta, seria como a “corrida ao ouro” do início do século XIX, nos EUA. Bastaria para isso que Maduro e os seus acólitos aceitassem o acordo que está em cima da mesa, que seria abandonar o poder a troco de um tratamento mais favorável e uma casa à beira da praia, em Cuba, para passar os que restam dos seus dias.

Não quer aceitar esse acordo porquê?
Porque deve acreditar que tem alternativa e que se consegue aguentar. E porque não está a ser suficientemente pressionado a fazê-lo.

Os EUA não conseguem pressioná-lo? Acha provável que usem a “opção nuclear” de banir todas as importações de petróleo da Venezuela?
Eu já falei com muitas pessoas na Casa Branca e, como disse, já testemunhei no Congresso norte-americano, falando sobre este tema, e a sensação que fico é que há algum pejo na política norte-americana em avançar para esse tipo de sanções, porque isso poderia desequilibrar o mercado petrolífero e fazer todos os americanos sentirem, quase de imediato, na pele, preços dos combustíveis mais elevados cada vez que fossem a uma gasolineira. Mas se essa mudança de regime algum dia vier a Venezuela pode voltar a ser um El Dorado para quem está disponível para trabalhar, como os portugueses — que, aqui, têm uma ótima reputação e fama de andarem sempre com um lápis na orelha e a dar o litro no trabalho.

https://www.dnoticias.pt/mundo/venezuela-transformada-no-sonho-de-pablo-escobar-ainda-voltara-a-ser-o-el-dorado-IJ4209208

Trust for US bondholders sues Venezuela over defaulted debt

“There is likely to be a surge of lawsuits attempting to get at what is left of Venezuela’s assets,” said Russ Dallen, head of Caracas Capital, who was the first to draw attention to the bondholder lawsuit in a note to investors.

https://www.washingtonpost.com/business/trust-for-us-bondholders-sues-venezuela-over-defaulted-debt/2018/12/18/8c676ed0-033e-11e9-958c-0a601226ff6b_story.html?noredirect=on&utm_term=.ee60db9cbecb

El Nuevo Herald: Nueva tormenta financiera se abalanza sobre Venezuela

“Si [el régimen venezolano] no logra conseguir una rápida situación a este problema, la decisión de los tenedores de bonos de activar la cláusula de aceleración de pagos podría iniciar el efecto de bola de nieve”, dijo Russ Dallen, socio gerente del banco de inversión Caracas Capital.

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“Esto podría desatar una estampida de acreedores” dirigiéndose a las cortes internacionales a presentar demandas y solicitudes de embargos contra Venezuela para tratar de recuperar parte de sus inversiones, dijo Dallen.

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Dallen dijo que son relativamente escasos los activos que Venezuela aún tiene en el exterior en contraste con las masivas obligaciones que ha dejado de pagar.

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“Vieron que eran aquellos acreedores que lograban generar el mayor ruido y los mayores dolores de cabeza al régimen los que estaban logrando conseguir algún tipo de pago”, explicó Dallen.

https://www.elnuevoherald.com/noticias/mundo/america-latina/venezuela-es/article223224870.html

Financial Times (Великобритания): выполнит ли Россия обещание предоставить Венесуэле помощь в размере 6 миллиардов долларов?

«Режим Мадуро столкнется с международным неприятием начиная с 10 января, когда г-н Мадуро снова станет президентом после нечестных выборов, в которых оппозиционным лидерам и оппозиционной партии было запрещено принимать участие, — сказал Расс Даллен (Russ Dallen), глава инвестиционного банка Caracas Capital. — Это шахматный ход, который Россия сделала, чтобы укрепить свои позиции в Венесуэле».

https://inosmi.ru/politic/20181210/244201830.html

Financial Times: Will Russia keep its $6 billion promise to Venezuela?

“The Maduro regime will face worldwide rejection from January 10, when Mr Maduro is again sworn in for another term after fraudulent elections that banned opposition leaders and the opposition party,” said Russ Dallen, head of boutique investment bank Caracas Capital. “This is a chess move by the Russians to get further embedded in Venezuela.”

https://www.ft.com/content/d6f21056-fba8-11e8-aebf-99e208d3e521

Venezuela hace pago para mantener sus refinerías en EEUU

Russ Dallen, un corredor de Caracas Capital Markets, con sede en Miami, dijo que el pago muestra un cambio en la estrategia de Venezuela: pasa de luchar contra los acreedores a llegar a acuerdos.

Sin embargo, sigue sin estar claro si Venezuela podrá continuar pagando la deuda que tiene con Crystallex y una larga lista de otros acreedores que ahora se forman para cobrar.

“No hay suficiente petróleo y dinero para pagarles a todos a quienes les debe pagar ahora”, dijo Dallen. “Son como hámsteres en una rueda”.

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“Puedes esquivar y esconderte, pero si la corte dice que debes dinero, debes dinero”, dijo Dallen. “Como cualquier acreedor al que no le pagues, van a ir a buscarte”.

https://www.chicagotribune.com/sns-bc-ams-eco-venezuela-citgo-20181126-story.html

Venezuela holds onto prized US refineries amid legal battle

Russ Dallen, a broker at Miami-based Caracas Capital Markets, said Monday that the payment shows Venezuela’s changing tactics — from fighting creditors to striking deals.

But it’s unclear whether Venezuela can continue making good on the debt owed to Crystallex and a long list of others who are now lining up to collect.

“There’s not enough oil and money to pay everybody they need to pay now,” Dallen said. “They’re like hamsters on a treadmill.”

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“You can duck and hide, but if a court says you owe the money, you owe the money,” Dallen said. “Like any creditor you don’t pay, they’re going to hunt you down.”


https://www.yahoo.com/news/venezuela-holds-onto-prized-us-163816623.html

Radio: Russ Dallen on Venezuela, Brazil, Colombia, Cuba, China & Russia

With Russ Dallen, Diana West, Dakota Wood and Greg Scarlatoiu

RUSS DALLEN, President & Editor in Chief at The Latin American Herald Tribune, Head of the international investment bank, Caracas Capital Markets, Served as President of Venezuela’s “The Daily Journal”:

  • Bolsonaro elected Brazilian President
  • Current state of US- Latin American affairs
  • The Venezuela-Russia relationship

https://www.centerforsecuritypolicy.org/2018/11/07/is-trumps-pyongyang-strategy-working/

Bloomberg: Trump’s Venezuela Gold Sanctions Will Likely Target Generals

There are no big international companies left operating in Venezuela since the government expropriated operations in the state of Bolivar, according to Russ Dallen, managing partner of Caracas Capital Markets, who has been tracking investments in the South American nation for almost three decades.

Trump will probably target “the national guard and the army generals that are kind of overseeing the gold mining and the wildcatting in the region,” Dallen said in a telephone interview from Miami. “There’s no law and order, it’s beyond the Wild West.”

https://www.bloomberg.com/news/articles/2018-11-01/trump-s-venezuela-gold-sanctions-seen-targeting-generals

Panorama: Prevén mediano impacto de las sanciones al oro

En lo que va de año Venezuela ha retirado en varias oportunidades sus reservas en el FMI. Recientemente, retiró 500 millones de dólares de sus Derechos Especiales de Giro (DEG) para pagar una deuda con el banco estadounidense, Citibank. Russ Dallen, director de la firma Caracas Capital, indicó en mayo  que el Gobierno Nacional ha utilizado “casi en silencio” casi todos sus $ 3.600 millones  en DEG.

http://www.panorama.com.ve/politicayeconomia/Preven-mediano-impacto-de-las-sanciones-al-oro-20181103-0012.html

委内瑞拉黄金出口遭美国制裁,恐加大石油生产令油价承压

特朗普宣布对委内瑞拉黄金行业实施新制裁,但影响可能仅限于这个南美国家的边界地区。

加拉加斯资本市场公司(Caracas Capital Markets)管理合伙人达兰(Russ Dallen)表示,自委内瑞拉政府没收玻利瓦尔州的业务以来,在该国已经没有大型跨国公司继续运营。

他在迈阿密接受电话采访时称,特朗普可能会把目标对准“负责监管该地区金矿开采的国民警卫队和陆军将领,以及该地区的非法从业人员。那里没有法律和秩序,情况非常糟糕。

自2014年底以来,委内瑞拉央行持有的黄金储备减少了一半以上,原因是政府出售黄金以筹集现金,以支付重要的进口商品,并偿还部分债务。截至6月30日,该国央行持有的剩余518万盎司黄金相当于目前五分之一的黄金ETF基金持有量。

https://www.fx678.com/201811021442572075.shtml

Tal Cual: Pdvsa paga bono 2020 y la refinería Citgo se salva por ahora

Sin embargo, esta semana el Tribunal de Apelaciones de Estados Unidos para el Tercer Circuito se negó a detener la venta planificada de Citgo, promoviendo un proceso de subasta diseñado por uno de los muchos acreedores del país, según información publicada por el director de Caracas Capital, Russ Dallen. El fallo emitido por el tribunal federal de apelaciones el pasado viernes marca un revés para Venezuela, que ha intentado desesperadamente mantener el control de Citgo en medio de una crisis financiera cada vez más grave en la nación petrolera.

http://talcualdigital.com/index.php/2018/10/30/pdvsa-paga-bono-2020-y-la-refineria-citgo-se-salva-por-ahora/

https://www.entornointeligente.com/pdvsa-finalmente-cancel-bono-2020-y-logra-salvar-temporalmente-la-refinera-citgo-2/

https://www.notivenezuela.com/noticia/todavia-conservamos-citgo-pdvsa-pago-949-millones-por-capital-e-intereses-a-tenedores-de-bono-2020-17174

Washington Post: Venezuela’s foreign creditors try to lay claim to Citgo

Venezuela faces more than $10 billion in immediate claims from foreign entities. “The pool of creditors is much larger than the pool of available ways to get paid,” said Russ Dallen, a managing partner at the brokerage Caracas Capital Markets. “Citgo is the most valuable asset out there.”

Citgo’s Gulf Coast refineries are big buyers of Venezuela’s crude oil. The Houston company is one of the few customers from which Venezuela can expect same-day payments, Dallen said. It is possible that a new Citgo owner would carry on buying from Venezuela with little interruption, but it’s also possible that new ownership would destabilize those purchases, he said.

https://www.washingtonpost.com/business/economy/venezuelas-foreign-creditors-try-to-lay-claim-to-citgo/2018/10/17/b7b96440-c369-11e8-b338-a3289f6cb742_story.html?noredirect=on&utm_term=.204ecdad0520

Γιατί η Βενεζουέλα λιμοκτονεί

Η Κίνα ελέγχει οικονομικά πλέον τη Βενεζουέλα

Η επίσκεψη του Maduro στην Κίνα είναι κατανοητή. Η Κίνα έδωσε στη Βενεζουέλα δάνεια, μετρητά και επενδύσεις ύψους περίπου 65 δισεκατομμυρίων δολαρίων. Η Βενεζουέλα εξακολουθεί να χρωστάει περισσότερα από 20 δισεκατομμύρια δολάρια και, όπως είπε ο Russ Dallen, οι Κινέζοι θέλουν να επιστραφούν πίσω και ο μόνος τρόπος είναι να ξαναλειτουργήσει η παραγωγή πετρελαίου της Βενεζουέλας. Αυτό σημαίνει ότι η ασιατική χώρα είναι ουσιαστικά ο ιδιοκτήτης του πετρελαίου της Βενεζουέλας. Το καθεστώς υποθηκεύει τον πλούτο της χώρας και οι μελλοντικές γενιές θα υποστούν τις συνέπειες. Με την πετρελαϊκή παραγωγή που παρεμποδίζεται συνεχώς από τις πολιτικές του καθεστώτος, την παρακμάζουσα τεχνολογία και τη διαφθορά που συνδέεται με τη διακίνηση ναρκωτικών και τις τρομοκρατικές δραστηριότητες των κυρίων επικεφαλής του καθεστώτος, τα 5 δισεκατομμύρια δολάρια που αποκτήθηκαν κατά τη σημερινή επίσκεψη του Maduro θα επιδεινώσουν μόνο τη θλιβερή κατάσταση που οι Βενεζουελάνοι υποφέρουν.

https://www.eleytheriagora.gr/giati-venezouela-limoktonei/